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No Bullshit Food

Para quem gosta de comer sem culpa...

Para quem gosta de comer sem culpa...

No Bullshit Food

23
Jun17

Caracóis - onde estão os melhores

Pedro D.

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É um dos clássicos das mesas de verão. Sabem bem numa esplanada, num final de tarde depois de um dia de trabalho. Está aberta a época dos caracóis...

 

Orégãos, chouriço, bacon, azeite, alho, entre outros fazem parte dos ingredientes para temperar a iguaria. Quem gosta de caracóis acompanha-os com uma cerveja bem fresca e está sempre pronto para saber onde se encontram os melhores. Aqui fica a nossa lista:

 

- Júlio dos Caracóis

é um dos especialistas da cidade de Lisboa, situado na Rua Vale Formoso de Cima, a casa tem sempre filas para poderem comer a iguaria.

 

- Galeria

situado na zona industrial de Alfragide este snack bar/ pastelaria é conhecido pelos seus caracóis bem temperados e gostosos. Fica na Rua Alberto Aldim 3A.

 

- Boa Esperança

situada na Av. Gomes Pereira 3A em Benfica, fica numa avenida com concorrência feroz na confecção de caracóis, o que apura a técnica e dá primor à iguaria que os clientes da casa tanto gostam. Só é pena ter um espaço tão reduzido para tanta clientela.

 

- Lisboa Antiga

situada na mesma avenida que outras boas cervejarias - Av. Gomes Pereira 40A em Benfica - é uma mistura entre marisqueira, cervejeira, num espaço com aspecto de tasca, que tão bem caracteriza os restaurantes de bairro. Os seus caracóis, assim como, as suas ameijôas à Bulhão Pato são excelentes.

 

Bom proveito...

 

 

11
Jun17

A rainha das festas de Lisboa

Pedro D.

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A sardinha quer-se pequena e gordinha, acompanhada de uma fatia de pão (ou broa) e regada com um copo de vinho tinto. Com os Santos Populares a alegrar as ruas de Lisboa, o cheiro a sardinha assada espalha-se pelas ruas da cidade vindo dos assadores, onde "profissionais do abanico", tratam a rainha das festas como se fosse uma obra de arte.

 

Com arraiais ao virar de cada esquina por estes dias, deixo por aqui alguns dos melhores restaurantes que se destacam na confeção da rainha das festas:

 

O Tachadas, na Madragoa,

Casa do Pasto, no Cais do Sodré,  

Verde Gaio em Campo de Ourique, 

Zé Pinto em Benfica, (recomendadíssimo) 

Eurico – Casa de Pasto na Mouraria,  

A Muralha em Alfama,

Paço de Carnide em Carnide,

Tasca Zé dos Cornos Mouraria,

Toscana Casa de Pasto Alcântara,

O Sardinha em Alfama, 

02
Mai17

The Great American Disaster

Pedro D.

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O The Great American Disaster  foi o primeiro restaurante em que comi um hambúrguer, coisa nova, nos longíquos anos 80. Numa época em que ainda tinha borbulhas na cara e uns pêlos a que chamava barba, a experiência foi maravilhosa, parecia que estava em Nova York (pensava eu). Mas os anos 80 já lá vão e o adolescente, hoje um homem de barba - por fazer, diga-se - voltou à casa que tão boa impressão lhe causou à muitos anos atrás e a desilusão foi enorme. 

 

A decoração continua engraçada (inspirada nos anos 50 e na cultura norte americana) tudo o resto foi uma desilusão. A magia acabou da pior forma. O menu tem saladas, pizza, bifes e claro, as hambúrgueres comandam o menu. As porções são bem servidas, mas a qualidade da cozinha deixa a desejar. Sem sabor, e com aspecto duvidoso, conseguem estragar a razoável qualidade dos alimentos com uma má cozinha.

 

Os funcionários são antipáticos e parece que estão ali por favor. Situados numa das zonas mais nobres de Lisboa, têm de mudar de atitude ou de empregados. Com mau aspecto e pouco simpáticos estragam tudo. Precisam urgentemente de uma renovação, quer do staff, quer no menu.

 

Nunca o nome de um espaço acertou tanto, um verdadeiro desastre...

 

Nome: The Great American Disaster
Morada: Praça do Marquês de Pombal, 1 - Lisboa
Horário: 12:00h às  00:00

Preço Médio p/ pessoa: 13 € p/ pessoa

 

25
Abr17

O que se comia no 25 de Abril de 1974

Pedro D.

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Dia da liberdade e de colocar um cravo vermelho na lapela, o 25 de Abril de 1974 simboliza a revolução política e social de um Portugal atrasado e rural. Com tanta mudança, a restauração não podia ficar de fora e 1974 foi o ano em que Portugal se estreou no famoso Guia Michelin, com quatro restaurantes a entrarem na lista da marca de pneus: o Portucale (no Porto), o Pipas (em Cascais) e o Aviz e o Michel (em Lisboa).

 

Numa época que "comer fora" era uma miragem para a maioria e uma realidade para alguns, o nível de vida era  espartilhado por anos de ditadura e desigualdades que chegavam à mesa das famílias. Em 1974 um jornal custava 1$00, um café (bica) 1$50 e uma maço de SG Gigante 6$00. Um kilo de bacalhau, agora banal, na época custava 83$00 e era considerado um alimento de luxo.  A Coca-Cola ainda era uma miragem.

 

Já se podia comer um bife na Portugália ou marisco na cervejaria Ramiro. 1974 foi o ano em que apareceu uma novidade que se espalhou pelo país e que se mantém até os dias de hoje: o primeiro "take-away" - o frango assado, uma especialidade do restaurante Bonjardim, em Lisboa.

 

O que é que se comia à mesa dos portugueses no ano de 1974? 

No 25 de Abril de 1974 era eu um bébé chorão de fralda e biberon. Lembro-me das receitas que a senhora minha mãe guardava da Crónica Feminina e da Banquete. Para além da bíblia, nome que o meu pai dava ao "Livro de Pantagruel".

 

Em casa - num novo bairro em Benfica - comíamos o mesmo que outros, numa época que era raro jantar fora. Empadão era o prato do dia lá em casa; carapaus grelhados também; salsichas com couve lombarda e os sempre gostosos ovos com ervilhas. De vez em quando, quase por engano, lá se comia um bife com batatas fritas. Sobremesa? Fruta, muita fruta (isto de ser filho de um merceeiro tem que se lhe diga). Há um prato que o meu pai adorava e que pelo menos uma vez por mês aparecia à nossa mesa: favas com entrecosto, que curiosamente é o meu almoço de hoje. 

 

Na época, sem fast-foods e ice tea na mesa, bebia-se água, que faz muito bem e ajuda a digestão - dizia o meu pai em tom jocoso. Comia-se menos carne e mais verduras, o prato era para ficar "limpo", que a vida custava a ganhar. Ainda me lembro do meu avô dizer: "uma sardinha era para três e comia-se devagar para sentir melhor o sabor".

11
Abr17

Novo restaurante em Lisboa serve crocodilo e canguru

Pedro D.

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Abriu as portas à pouco mais de um mês o primeiro restaurante australiano de Lisboa. Supostamente, seria apenas mais um restaurante de inspiração gastronómica de outra latitude. Mas ao ler a ementa do DownUnder (expressão inglesa para designar terras australianas), os olhos fixam-se imediatamente para duas propostas: o tártaro de canguru com caviar de trufa (9€) e crocodilo com salada de rúcula e molho nahm jim (11€). Sim, leu bem: canguru e crocodilo

 

O objetivo de Justin Jennings, chefe e proprietário do restaurante não é chocar os clientes com estes ingredientes, ele é apenas fiel à cozinha do seu país de origem: a Austrália. Com influências asiáticas, cria assim os seus pratos. Não me convence, mas gostos são gostos.

 

O espaço é tão recente que ainda cheira a novo. É pequeno e com uma decoração minimalista, mas tem um atendimento simpático. Mas vamos à comida, até porque não é todos os dias que podemos experimentar crocodilo. Sim, porque o "tártaro" não é comigo. Para entrada, experimentei o crocodilo, com salada de rúcula e molho Nahm Jim, uma explosão de sabores fortes, que se misturam na boca. Com um sabor idêntico a um filete de peixe (que não morro de amores) foi uma bela surpresa. Pronto, já provei crocodilo...

 

O supremo galinha com risoto de lima e camarão...foi muito razoável. Gostei do espaço, da simpatia dos funcionários e do chef.

 

Nome: DownUnder by Justin Jennings
Morada: Rua dos Industriais, 19-21 (São Bento), Lisboa
Horário: De segunda a sábado, das 12h às 15h e das 19h às 23h30
Preço Médio p/ pessoa: Ao almoço 17€ (menu executivo). Ao jantar, cerca de 30€
Site: downunder.pt; facebook.com/Downunderbyjustinjennings

26
Mar17

Pesadelo na cozinha

Pedro D.

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A TVI transmite um Reality Show  apresentado e conduzido pelo chef Ljubomir Stanisic, que tenta revolucionar restaurantes que estão em risco de cair no fosso ou até fechar as portas. 

 

O programa gravado entre 12 de setembro e 16 de dezembro de 2016, passou por 13 restaurantes em dificuldades, ajudou os proprietários a perceber o que estava mal, fez obras e mudou menus. O resultado pode ser visto todos os domingos à noite na TVI, desde 12 de março (vai no terceiro programa).

 

Nos dois primeiros programas ficou patente a falta de higiene na cozinha, no programa transmitido hoje, nota-se a falta de orientação na cozinha. Uns irão aproveitar as dicas do chefe, outros nem tanto.

 

Este blog para além de seguir com atenção o programa, vai experimentar os restaurantes depois da passagem do programa. Veremos quais a mudanças nas casas do ponto de vista do cliente...

 

Veremos mudanças!? Não sei....

 

26
Mar17

Adega do Kais - comida portuguesa com certeza

Pedro D.

Antes de tudo devo dizer que o ambiente criado ao melhor estilo medieval é simplesmente incrível. Ficamos com a sensação que estamos numa adega subterrânea perdida em Trás-os-Montes à beira Douro, quando estamos no centro de Lisboa. 

 

O menu ao "pior estilo" buffet (daqueles chique, em que o empregado é que nos serve), tem boas entradas e vários pratos servidos em modo reduzido (é claro que pode repetir, mas...). O atendimento é pouco simpático e impessoal. O preço, esse maldito, é exageradamente elevado para a qualidade/quantidade da comida servida. As sobremesas deixam a desejar em qualidade. Mas como nem tudo é mau, se o mesmo serviço for por metade do preço ou quase, aconselho. Nem que seja pela experiência. Aqui fica a dica:

 

Rodízio de Comida Típica Portuguesa à discrição, para 2, com ou sem bebida:

 

Escolha uma das seguintes opções:

Opção A: Rodízio de Comida Típica Portuguesa à discrição para 2 pessoas (sem bebidas), por 25€ em vez de 40€
Opção B: Rodízio de Comida Típica Portuguesa à discrição com bebida à descrição para 2 Pessoas por 39,90€ em vez de 60€

Inclui:

Couvert
- Pão, Manteiga, Pasta de Atum
- Enchidos variados
- Bolinhas de Carne
- Pastéis de Bacalhau

Entradas
- Sopa do dia
- Salada de Frango
- Salada do Mar

Peixes
- Bacalhau à Braz
- Filetes de Pescada c/ Arroz de Tomate ou de grelos

Carnes
- Vitela Estufada com Puré de Batata
- Pernil assado acompanhado com Batata em gomos de forno

Sobremesas
- Arroz Doce à antiga
- Mousse de Chocolate
- Farófias
- Fruta

Apenas na Opção B:
- Vinhos Branco e Tinto da Casa
- Sangria
- Cerveja
- Refrigerantes
- Café

Oferta Válida de Terça a Quinta a partir das 20h00 à 01h00

Localização: Santos - Lisboa

Preço médio p/pessoa com bebida à descrição: 19,90 euros (utilizando o voucher)

21
Mar17

Hamburguês - Hambúrgueres em português

Pedro D.

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De Bragança a Lisboa são nove horas de distância, já cantavam os Xutos e Pontapés. Mas, nos restaurantes do Hamburguês, a distância é o alcance do garfo ou de uma dentada. A carta do Hamburguês é uma viagem pelos sabores portugueses, de Mirandela a Beja, com passagem pelo Porto e direito a viagem aos Açores.

 

Na ementa não faltam hambúrgueres, que são uma volta a Portugal: Hamburguer à Porto - com o famoso molho de francesinha - (9,45€) , há ainda o Funchal, em bolo do caco com manteiga de alho, queijo e fiambre (7,95€); o São Miguel, em bolo lêvedo, ananás e queijo da Ilha (8,95€); o Portalegre, com ovos mexidos, farinheira e salsa (7,45€) e o Mirandela; com grelos, alheira e ovo estrelado (7,45€).

 

Ao todo, há 12 regiões e cidades representadas na carta, com recheios e hambúrgueres colocados entre quatro variedades de pão: bolo lêvedo, bolo do caco, pão brioche e pão artesanal. Contudo, as versões clássicas não foram esquecidas e podem ser encontradas na secção de Clássicos.

 

Os restaurantes do Hamburguês estão de portas abertas nas Laranjeiras, Almirante Reis, Benfica e Alvalade, hoje é a vez da margem sul receber os hambúrgueres da casa: em Corroios no número 86 da Rua Casa do Povo.

 

Pessoalmente, conheço apenas o de Benfica. Achei os funcionários atrapalhados e confusos, mas os hambúrgueres são muito bons...  para além da muito interessante conjugação de sabores tradicionais portugueses.

 

Hamburguês

Rua Lucília Simões, 13B - Benfica

Estrada da Luz, 94A - São Domingos de Benfica

Rua José Duro, 22D/E - Alvalade

Avenida Almirante Reis, 10C - Lisboa

Rua Casa do Povo, nº 86 A/B - Corroios



Horário - 12h00 às 15h30 e das 19h00 às 22h30; sábado, das 12h30. Não encerra.

Preço médio p/pessoa: 10 euros (aprox-) - Menu almoço 15 € para duas pessoas (aprox.)

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