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No Bullshit Food

Para quem gosta de comer sem culpa...

Para quem gosta de comer sem culpa...

No Bullshit Food

13
Jun17

Já imaginou poder comer pão fresco no Espaço!?

Pedro D.

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Seja no espaço ou com os pés bem assentes na terra a alimentação desempenha um papel fundamental. Sendo o pão um alimento dos mais importantes (apesar das dietas). Além de uma fonte de nutrição, o cheiro de pão fresco evoca memórias de felicidade e é um importante factor psicológico. Por esse motivo é importante comer pão. Se estiver fresco melhor.

 

Ora, por esse e outros motivos estão a desenvolver um pão especial para os astronautas da Estação Espacial Internacional poderem comer pão fresco a bordo. 

 

A ideia é de uma empresa alemã, com o nome de Bake in Space e que tem como protagonista um forno especial para que os pães possam ser feitos em órbita e um tipo de massa que não faz migalhas. A experiência está a ser preparada e deverá "dar" pão a sair do forno em 2018, durante a missão Horizons da Agência Espacial Europeia (ESA). 

26
Abr17

A Ericeira não é só praia e surf. Também há gastronomia.

Pedro D.

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Desde pequeno que gosto da Ericeira, das praias ventosas e da água quase gélida desta vila à beira mar plantada. Lembro-me há alguns anos de ir à feira dos alhos e por lá ficar um fim de semana interminável com amigos e muita comida. A zona sempre teve boas tascas e bons restaurantes, basta conhecê-los.

 

Para lembrar esta vertente gastronómica a vila resolveu realizar festivais gastronómicos com as especialidades da zona, o peixe e o marisco, que serão as estrelas dos festivais gastronómicos, a realizarem-se nos fins-de-semana de maio e junho.

 

Dias 13 e 14 de maio é o Polvo a ocupar o lugar de honra, com a participação já confirmada dos restaurantes Brunch Me, Gafanhoto, Tasquinha do Joy, Gadoxa, Tik Tapas, Tik-Tak, Funky, Gabriel, Pedra Dura, Riviera, Panela, Luxembourg, Prim, Toca do Caboz, 7 Janelas, Casa Portuguesa, Marisqueira Furnas, Vira-Copos, 7 Praias, Mariqueira César, Dom Carlos, Maconsul, Tasquinha, Cozinha 21 e Ribamarisco.

 

Segue-se o festival do Mexilhão, a 27 e 28 de maio, a Mostra da Cavala (10 e 11 de junho) e dos Percebes (24 e 25 de junho), todos eles com provas e showcooking no Mercado Municipal da Ericeira. A coisa promete e eu vou lá estar...

25
Abr17

O que se comia no 25 de Abril de 1974

Pedro D.

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Dia da liberdade e de colocar um cravo vermelho na lapela, o 25 de Abril de 1974 simboliza a revolução política e social de um Portugal atrasado e rural. Com tanta mudança, a restauração não podia ficar de fora e 1974 foi o ano em que Portugal se estreou no famoso Guia Michelin, com quatro restaurantes a entrarem na lista da marca de pneus: o Portucale (no Porto), o Pipas (em Cascais) e o Aviz e o Michel (em Lisboa).

 

Numa época que "comer fora" era uma miragem para a maioria e uma realidade para alguns, o nível de vida era  espartilhado por anos de ditadura e desigualdades que chegavam à mesa das famílias. Em 1974 um jornal custava 1$00, um café (bica) 1$50 e uma maço de SG Gigante 6$00. Um kilo de bacalhau, agora banal, na época custava 83$00 e era considerado um alimento de luxo.  A Coca-Cola ainda era uma miragem.

 

Já se podia comer um bife na Portugália ou marisco na cervejaria Ramiro. 1974 foi o ano em que apareceu uma novidade que se espalhou pelo país e que se mantém até os dias de hoje: o primeiro "take-away" - o frango assado, uma especialidade do restaurante Bonjardim, em Lisboa.

 

O que é que se comia à mesa dos portugueses no ano de 1974? 

No 25 de Abril de 1974 era eu um bébé chorão de fralda e biberon. Lembro-me das receitas que a senhora minha mãe guardava da Crónica Feminina e da Banquete. Para além da bíblia, nome que o meu pai dava ao "Livro de Pantagruel".

 

Em casa - num novo bairro em Benfica - comíamos o mesmo que outros, numa época que era raro jantar fora. Empadão era o prato do dia lá em casa; carapaus grelhados também; salsichas com couve lombarda e os sempre gostosos ovos com ervilhas. De vez em quando, quase por engano, lá se comia um bife com batatas fritas. Sobremesa? Fruta, muita fruta (isto de ser filho de um merceeiro tem que se lhe diga). Há um prato que o meu pai adorava e que pelo menos uma vez por mês aparecia à nossa mesa: favas com entrecosto, que curiosamente é o meu almoço de hoje. 

 

Na época, sem fast-foods e ice tea na mesa, bebia-se água, que faz muito bem e ajuda a digestão - dizia o meu pai em tom jocoso. Comia-se menos carne e mais verduras, o prato era para ficar "limpo", que a vida custava a ganhar. Ainda me lembro do meu avô dizer: "uma sardinha era para três e comia-se devagar para sentir melhor o sabor".

16
Abr17

Mulher mais velha do mundo, morreu aos 117 anos - a dieta

Pedro D.

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Uma senhora italiana de 117 anos faleceu ontem, era a mulher mais velha do mundo.

 

Numa entrevista de 2015, Emma Morano - o seu nome - atribuiu a sua longevidade a uma dieta fora do vulgar: três ovos crus por dia, que depois de uma anemia foram substituídos por dois ovos crus e 150 gramas de bife cru. Evitava medicamentos, e bebia “grappa” (aguardente italiana). Uma dieta destas destruía o fígado a qualquer pessoa, mas a Emma não.

"Não gostava de legumes nem fruta, comendo apenas ocasionalmente uvas ou puré de maçã. Era gulosa e gostava especialmente de um bolo tradicional italiano, a colomba, com fruta cristalizada"

 

Curiosa a "dieta" que a permitiu chegar a tão rara idade. Fico com a sensação que anda muita gente enganada com a sua alimentação saudável...

via: RTP

14
Abr17

Páscoa em Lisboa: os melhores folares

Pedro D.

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Quem não tem "santa terrinha" ou não tem a possibilidade de ir para fora nesta época de "mini-férias", fica por Lisboa. Mas não é por isso que deve esquecer os sabores tradicionais da época e as caloricas da Páscoa. Assim, decidi indagar por alguns amigos onde costumam comprar o tão famoso por esta altura, folar da Páscoa. As respostas não tardaram...  mas antes de tudo:

 

Como é que é feito?

Há folares para todos os gostos e paladares, pois as receitas variam de região para região. Alguns são salgados, como o folar transmontano de Valpaços, feito com várias carnes. Mas os "alfacinhas" ou Lisboetas de geme, como eu, normalmente associam os folares a coisas doces, com gordura, açúcar, especiarias e claro ovos. Ovos inteiros no meio da massa.

 

As melhores opções de folar em Lisboa:

 

Confeitaria Nacional

A "mãe" do Bolo Rei situada no coração da capital tinha de entrar nesta lista com o seu excelente e pegajoso folar. A quem muitos dizem saber a pão de leite. Um dos melhores da cidade.

15,95/Kg

 

Pastelaria Versailles

Diferente de todos os outros devido à amendôa crocante que tem por cima, é de todos o mais frutado e de sabor intenso a erva doce. Com uma massa fofa, mesmo de um dia para o outro (garantiram-me) é mais uma opção a considerar.

13,50/Kg

 

Pastelaria Califa

Como sempre a minha pastelaria de eleição não podia desiludir nesta sondagem sobre folares e a maior parte dos meus amigos compra aqui o seus folares. Com um sabor equilibrado a erva doce é o folar mais "lisboeta de todos". 

13,95/Kg

 

Jumbo

A surpresa. Um dos folares mais baratos, é também um dos mais apreciados. Com um travo a broa de mel e menos pegajoso que os anteriores fica seco depressa, mas sem perder qualidades. Pelo preço não se fazem milagres, mas quase.

4,15/Kg

 

Continente

Mais um folar barato e feito para vender muito, sem pensar nas qualidade mais refinadas. Surpreende pelo sabor intenso a ervas aromáticas e massa pegajosa mas saborosa. Boa opção tendo em vista o preço.

4,15/Kg (por estes dias está a 2,57/Kg)

 

nota: é claro que o mais tradicional folar é salgado e feito com muita carne, mas por terras mouras - como dizem os meus amigos do norte - os sabores são adocicados por ervas aromáticas.

 

Feliz Páscoa e muitas amêndoas...

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