Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

No Bullshit Food

Para quem gosta de comer sem culpa...

Para quem gosta de comer sem culpa...

No Bullshit Food

11
Jun17

A rainha das festas de Lisboa

Pedro D.

sardinha.jpg

 

A sardinha quer-se pequena e gordinha, acompanhada de uma fatia de pão (ou broa) e regada com um copo de vinho tinto. Com os Santos Populares a alegrar as ruas de Lisboa, o cheiro a sardinha assada espalha-se pelas ruas da cidade vindo dos assadores, onde "profissionais do abanico", tratam a rainha das festas como se fosse uma obra de arte.

 

Com arraiais ao virar de cada esquina por estes dias, deixo por aqui alguns dos melhores restaurantes que se destacam na confeção da rainha das festas:

 

O Tachadas, na Madragoa,

Casa do Pasto, no Cais do Sodré,  

Verde Gaio em Campo de Ourique, 

Zé Pinto em Benfica, (recomendadíssimo) 

Eurico – Casa de Pasto na Mouraria,  

A Muralha em Alfama,

Paço de Carnide em Carnide,

Tasca Zé dos Cornos Mouraria,

Toscana Casa de Pasto Alcântara,

O Sardinha em Alfama, 

23
Mai17

Comer com as mãos!?

Pedro D.

comer com as mãos.jpg

 

Estas gerações mais novas metem-me alguma confusão. Numa sardinhada descontraída, comem sardinhas com talheres, frango assado com talheres e até gambas. Eu também, quando a etiqueta assim o exige, mas não numa sardinhada ou pic-nic.

 

Aliás, há alimentos que só fazem sentido (e ficam até mais saborosos) se comidos com as mãos. 

 

Dissem eles, que lhes mete nojo comer com as mãos...

depois é vê-los numa pizzaria qualquer com as "manápulas" por lavar e com odor a tabaco, numa pizza quatro estações.

 

Estes putos têm cada uma!!???

02
Mai17

The Great American Disaster

Pedro D.

great american disaster.jpg

 

O The Great American Disaster  foi o primeiro restaurante em que comi um hambúrguer, coisa nova, nos longíquos anos 80. Numa época em que ainda tinha borbulhas na cara e uns pêlos a que chamava barba, a experiência foi maravilhosa, parecia que estava em Nova York (pensava eu). Mas os anos 80 já lá vão e o adolescente, hoje um homem de barba - por fazer, diga-se - voltou à casa que tão boa impressão lhe causou à muitos anos atrás e a desilusão foi enorme. 

 

A decoração continua engraçada (inspirada nos anos 50 e na cultura norte americana) tudo o resto foi uma desilusão. A magia acabou da pior forma. O menu tem saladas, pizza, bifes e claro, as hambúrgueres comandam o menu. As porções são bem servidas, mas a qualidade da cozinha deixa a desejar. Sem sabor, e com aspecto duvidoso, conseguem estragar a razoável qualidade dos alimentos com uma má cozinha.

 

Os funcionários são antipáticos e parece que estão ali por favor. Situados numa das zonas mais nobres de Lisboa, têm de mudar de atitude ou de empregados. Com mau aspecto e pouco simpáticos estragam tudo. Precisam urgentemente de uma renovação, quer do staff, quer no menu.

 

Nunca o nome de um espaço acertou tanto, um verdadeiro desastre...

 

Nome: The Great American Disaster
Morada: Praça do Marquês de Pombal, 1 - Lisboa
Horário: 12:00h às  00:00

Preço Médio p/ pessoa: 13 € p/ pessoa

 

30
Abr17

Bolo de Chocolate de Caneca

Pedro D.

Domingo, dia de skate, bicicleta e afins, com o temporal que está, dificilmente as miúdas saíram para a rua. Distraí-las será uma missão complicada, quase a roçar missão impossível. Vou ter de as agarrar pela boca e sentá-las à mesa.

 

Os waffles e donuts caseiros que fazemos, já não são surpresa, resolvi então voltar a uma receita "antiga" e super rápida: bolo de chocolate de caneca!

 

Já ouviram falar? Para quem ainda não conhece, aqui fica a receita:

bolo de caneca.jpg

 

Depois de pronto, o bolo de caneca pode levar uma cobertura: confeitos, fruta, pintarolas ou um toque de chantilly...   receita retirada daqui, que curiosamente é uma marca de porcelana que fabrica canecas para fazer este tipo de bolos. 

 

Bom domingo

25
Abr17

O que se comia no 25 de Abril de 1974

Pedro D.

20568476352_5b90608255_o.jpg

 

Dia da liberdade e de colocar um cravo vermelho na lapela, o 25 de Abril de 1974 simboliza a revolução política e social de um Portugal atrasado e rural. Com tanta mudança, a restauração não podia ficar de fora e 1974 foi o ano em que Portugal se estreou no famoso Guia Michelin, com quatro restaurantes a entrarem na lista da marca de pneus: o Portucale (no Porto), o Pipas (em Cascais) e o Aviz e o Michel (em Lisboa).

 

Numa época que "comer fora" era uma miragem para a maioria e uma realidade para alguns, o nível de vida era  espartilhado por anos de ditadura e desigualdades que chegavam à mesa das famílias. Em 1974 um jornal custava 1$00, um café (bica) 1$50 e uma maço de SG Gigante 6$00. Um kilo de bacalhau, agora banal, na época custava 83$00 e era considerado um alimento de luxo.  A Coca-Cola ainda era uma miragem.

 

Já se podia comer um bife na Portugália ou marisco na cervejaria Ramiro. 1974 foi o ano em que apareceu uma novidade que se espalhou pelo país e que se mantém até os dias de hoje: o primeiro "take-away" - o frango assado, uma especialidade do restaurante Bonjardim, em Lisboa.

 

O que é que se comia à mesa dos portugueses no ano de 1974? 

No 25 de Abril de 1974 era eu um bébé chorão de fralda e biberon. Lembro-me das receitas que a senhora minha mãe guardava da Crónica Feminina e da Banquete. Para além da bíblia, nome que o meu pai dava ao "Livro de Pantagruel".

 

Em casa - num novo bairro em Benfica - comíamos o mesmo que outros, numa época que era raro jantar fora. Empadão era o prato do dia lá em casa; carapaus grelhados também; salsichas com couve lombarda e os sempre gostosos ovos com ervilhas. De vez em quando, quase por engano, lá se comia um bife com batatas fritas. Sobremesa? Fruta, muita fruta (isto de ser filho de um merceeiro tem que se lhe diga). Há um prato que o meu pai adorava e que pelo menos uma vez por mês aparecia à nossa mesa: favas com entrecosto, que curiosamente é o meu almoço de hoje. 

 

Na época, sem fast-foods e ice tea na mesa, bebia-se água, que faz muito bem e ajuda a digestão - dizia o meu pai em tom jocoso. Comia-se menos carne e mais verduras, o prato era para ficar "limpo", que a vida custava a ganhar. Ainda me lembro do meu avô dizer: "uma sardinha era para três e comia-se devagar para sentir melhor o sabor".

24
Abr17

O maior hambúrguer de Portugal!!

Pedro D.

guilty (2).jpg

 

O desafio está no menu do Guilty desde de 2012 e é de certeza  "o maior hambúrguer do país". Quem o conseguir comer, não tem de o pagar:

 

O desafio é tentar comer o Super Guilty. O que não é brincadeira. Com 14cm de altura, 18cm de diâmetro e 1,5kg, o Super Guilty é feito com hambúrger de vaca e picanha de black angus, alface, tomate, cebola roxa, cornichons, aros de cebola frita, cebola confitada com cogumelos, queijo gruyère, pão e acompanhado com cerca de 400 gr de batatas fritas caseiras. O desafio Super Guilty existe no restaurante para quem o quiser tentar cumprir, e só tem duas regras:

 

1 -Tem de comer tudo;

2 -Se conseguir não paga nada. E o nada, são os 50€ que custa este hambúrguer.

 

Á parte do Super Guilty recomendo as sobremesas que são divinas e em porções generosas. Pelo preço que custam só podia.

 

Restaurante "da moda", sempre demasiado cheio e com comida perfeitamente banal. Bastante caro para a qualidade. Bom para quem gosta de ver e ser visto. Recomendo que vá e tente comer um Super Guilty sozinho...  eu não consegui.

nota: devido a uma avaria no meu smartphone, não consegui tirar fotografias. Foto retirada da net.

 

Nome: Guilty 
Morada Rua Barata Salgueiro 28 A, 1250-044 Lisboa
Horário: 12:50h às 15:30 - 19:30 às 00:00

Preço Médio p/ pessoa: Ao almoço 38€. Ao jantar, cerca de 45€. Se não pedir o Super Guilty.

SiteGuilty by Olivier

21
Abr17

É sexta-feira, dia de petiscar na tasca

Pedro D.

moelas.jpg

 

Sexta-feira, dia de petiscar na tasca do fundo da rua com a "malta" do 'costume' e discutir o derby de amanhã com um fervor tal que apenas é amenizado enquanto se bebe uma cerveja ou petiscamos umas moelas com um molho que só o Armindo sabe fazer.

 

Sabe bem estar com gente real e sem preconceitos. Daquele tipo de gente que nunca entrou num restaurante gourmet e não se importa com isso.

 

Mas nesta casa, nos arredores de Lisboa e terra de toiros há muito mais para o palato: peixinhos da horta, salada de pota e claro o chouriço assado com pão saloio - daquele verdadeiro, comprado ontem na feira da Malveira - há ainda  umas ameijoas à bulhão pato e o que o Armindo se lembrar de fazer. 

 

Mas afinal, o que é uma tasca? Uma casa simples, com comida honesta e preço convidativo.

 

Onde fica esta? Não digo. É o meu segredo....

19
Abr17

Lisbon Cocktail Week

Pedro D.

 

17498731_1002809626488905_8089272178168037961_n.pn

 

A Lisbon Cocktail Week está de regresso, com a segunda edição entre os dias 21 a 29 de Abril, este ano com 62 locais aderentes e algumas novidades. Os locais confirmados, que vão desde o Ritz até a uma pequena rum house "La Roneria", estarão abertos durante os 9 dias para nos receber. 

 

Haverá ainda o prémio de O Melhor Cocktail de Lisboa, haverá uma distinção para Melhor Cocktail Sem Álcool e o Cocktail Escolha do Público.

 

Na primeira edição, em 2016, participaram 54 locais e foram servidos 15 mil cocktails a 10 mil consumidores. Este ano espera-se que se batam recordes...

 

já bebia um KALASHNIKOV.

 

Calendário

Outubro 2017

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

No bull shit food page contents

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Parceiros